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A diferença entre dieta e reeducação alimentar (e qual é mais eficiente)

Na desesperada vontade de perder peso de forma rápida e fácil, muitas pessoas se afundam em dietas malucas e sem nenhum fundamento que prometem secar incontáveis quilos em um intervalo de tempo muito pequeno. Muitas, de fato, funcionam – quem se arrisca até consegue emagrecer o que desejava em um curto período.

O problema é que as dietas que prometem resultados milagrosos rapidamente, na maioria dos casos, são extremamente restritivas, nem um pouco saudáveis e levam ao que chamamos de efeito sanfona, que acontece quando o corpo recupera todo o peso perdido pouco tempo após voltar ao cardápio de antes.

Isso acontece porque, ao diminuir muito a ingestão calórica, o organismo percebe que o corpo está recebendo menor quantidade de alimento e entra em um “modo de emergência”, desacelerando o metabolismo e gastando menos energia.

Quando a dieta acaba, o metabolismo, que se acostumou com a ingestão alimentar pequena, começa a estocar a energia extra em forma de gordura, fazendo o corpo recuperar todo o peso perdido. A longo prazo, isso leva o organismo a criar uma resistência à perda de peso, tornando o processo de emagrecimento cada vez mais complicado.

Por isso, quem quer perder peso de forma saudável e duradoura deve deixar as dietas de lado e investir na reeducação alimentar – que também favorece o emagrecimento, mas não prejudica a saúde e não leva ao efeito sanfona.

Mas qual é a diferença?

Enquanto as dietas têm prazo de validade determinado e são baseadas em um cardápio restrito, a reeducação alimentar é uma forma de educar o cérebro para aprender a se alimentar melhor, utilizando os alimentos de forma inteligente e saudável, sem se privar de nada e sem passar fome.

Na reeducação alimentar, a perda de peso acontece sem sacrifícios e os quilos perdidos não retornam, já que os hábitos alimentares são mudados de forma definitiva. Essa é a melhor forma de perder peso: é possível comer de tudo, contanto que respeite as quantidades permitidas.

Além disso, enquanto as dietas restritivas são pobres em nutrientes e prejudicam a saúde, a reeducação alimentar ajuda a aumentar a qualidade de vida e é usada, inclusive, no tratamento de algumas doenças, como diabetes e pressão alta.

E como começar uma reeducação alimentar?

Diferente das dietas, começar uma reeducação alimentar não é difícil e não requer muito esforço – não é preciso se privar de comer na rua, nem gastar dinheiro com alimentos fit, muito menos preparar receitas complicadas.

O processo consiste, basicamente, em entender quais alimentos fazem bem para o corpo, quais não são tão positivos assim e como encaixá-los na rotina de forma correta, respeitando a quantidade permitida.

O primeiro passo é conhecer os quatro grupos alimentares: os alimentos amigos, os alimentos aceleradores, os alimentos moderados e os alimentos sabotadores. Tendo consciência da diferença entre eles, é possível estipular um cardápio balanceado que favorece a perda de peso e a manutenção de uma boa saúde, oferecendo ao corpo todos os nutrientes que ele realmente precisa para se manter em bom funcionamento.

Alimentos amigos

Os alimentos amigos são a chave de uma alimentação saudável e não devem ficar de fora do cardápio. Eles ajudam a emagrecer e seu consumo é liberado – podem inseridos em todas as refeições, na quantidade necessária para alcançar a saciedade.

Exemplos: hortaliças, verduras, leguminosas, cogumelos, aves, carnes magras, ovos, entre outros.

Alimentos aceleradores

Responsáveis por acelerar o metabolismo, eles favorecem a perda de peso e devem ser utilizados pelo menos uma vez por dia.

Exemplos: gengibre, café sem açúcar, canela, guaraná em pó, pimenta, chá mate, entre outros.

Alimentos moderados

Como o próprio nome já sugere, estes alimentos devem ser usados com moderação. Seu consumo não é totalmente liberado, mas também não é proibido. Inclusive, por serem ricos em vitaminas e minerais, é imprescindível que eles sejam incorporados na dieta.

Exemplos: raízes, cereais, oleaginosas, frutas, óleos, entre outros.

Alimentos sabotadores

Culpados por atrapalhar o processo de emagrecimento, os alimentos sabotadores devem ser evitados sempre que possível. Entretanto, o consumo não é censurado – é permitido comê-los em quantidade limitada, de forma que não interfira no restante da alimentação.

Exemplos: pães, massas, farinhas, bolos, açúcar, temperos e molhos prontos, bebidas alcoólicas, refrigerantes, entre outros.

Como montar o cardápio?

Não existe um jeito certo de montar um cardápio para a reeducação alimentar. Como o objetivo é seguir com a alimentação regrada pelo resto da vida, é importante que cada pessoa estipule o que vá comer, de forma que as refeições se tornem um momento prazeroso.

Mas é preciso respeitar a quantidade estipulada de cada grupo alimentar e variar os tipos de alimentos diariamente. Assim, é possível absorver uma maior quantidade de nutrientes, além do processo não ficar cansativo.

Pensando nisso, o ator Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andrea Santa Rosa, criaram um programa alimentar para que qualquer pessoa consiga comer de forma balanceada em casa ou na rua, em todas as refeições do dia.

O Vida Funcional traz um plano alimentar de 12 semanas (que pode ser seguido por tempo indeterminado) com a divisão dos grupos de alimentos. Assim, é possível montar um cardápio personalizado da maneira que cada pessoa achar melhor, variando dia após dia.

O programa ensina tudo sobre os alimentos e sobre a quantidade indicada para consumir cada um deles e conta, também, com um cardápio funcional completo para guiar todas as refeições do dia. Além disso, oferece mais de 200 receitas funcionais para tornar o processo ainda mais fácil e prático.

O Vida Funcional é a prova de que é possível perder peso de forma simples e saborosa, sem passar fome. Se interessou? Confira mais informações aqui.